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Resumo dos melhores artigos científicos

Dr. Paulo G. J. Fadel


LENTES INTRAOCULARES DE CÂMARA POSTERIOR EM OLHOS FÁCICOS PARA CORREÇÃO DE MIOPIAS DE -800 A -1900 DIOPTRIAS

ROBERTO ZALDIVAR, JONATHAN DAVIDORF E COLEGAS
(JOURNAL OF REFRACTIVE SURGERY; VOLUME 14, N.º 3, PÁGINA 294)

O estudo tem por objetivo examinar a eficácia, previsibilidade, estabilidade e segurança das lentes intraoculares de câmara posterior em olhos fácicos para correção da alta miopia.

Foram analisados os resultados de 124 olhos que receberam a lente STAAR COLLAMER IMPLANTABLE CONTACT LENS, ICL, que apresenta hidrogel e colageno na sua composição em formato de prato (plate). O objetivo foi conseguir emetropia como resultado refracional pós-operatório. O tempo de seguimento foi de 11 meses, em média, variando de 1 a 36 meses.

O equivalente esférico pré-operatório foi de -13.88 + 2.23 dioptrias. O equivalente esférico pós-operatório foi de -0.78 + 0.87 dioptrias, com 69% (86 olhos) dentro de + 1.00 dioptrias e 44% (55 olhos) dentro de + 0.50 dioptrias. A refração manteve-se estável com variação insignificante estaticamente durante o seguimento. Um ganho de uma ou mais linhas na ACV foi observado em 36% (45 olhos) no último exame. Um olho (0.8%) perdeu 2 ou mais linhas de ACV devido a descolamento de retina.

A complicação mais freqüente foi o aumento na pressão intraocular. É importante realizar iridotomia a laser no pré-operatório (7 dias antes) para evitar o bloqueio pupilar. Lentes de câmara posterior apresentam maior chance de formação de catarata que lentes de câmara anterior. Neste estudo foram identificados 3 casos de opacidades do cristalino, sendo dois casos subcapsular anterior e 1 subcapsular posterior, mas que não progrediram durante o período analisado. Outras queixas subjetivas foram glare (3 pacientes), diplopia (1 paciente), dor ocular (2 pacientes) e diminuição da visão (2 pacientes). A queixa de glare e diplopia foi observada em pacientes com descentração maior que 1mm da LIO.

CONCLUSÃO:
Lentes de câmara posterior em olhos fácicos (STAAR COLLAMER PLATE LENS) é um método efetivo e seguro para reduzir ou corrigir miopias entre -800 e -1900 dioptrias. Ganho de linhas na ACV é comum e os resultados sugerem boa estabilidade refracional. A maneira de se calcular o poder dióptrico da LIO precisa ser melhorado, para que a previsibilidade e o resultado refracional sejam alcançados.


MATEMÁTICA DO LASIK PARA CORREÇÃO DA ALTA MIOPIA

LOUIS E. PROBST, JEFFERY J. MACHAT
(JOURNAL OF CATARACT AND REFRACTIVE SURGERY,
VOLUME 24, N.º 2, PÁGINA 190)

O objetivo do estudo é determinar o máximo de ablação que pode ser feita com segurança no LASIK para manter a integridade da córnea.

Existem 4 valores a serem considerados no LASIK:

Espessura do flap;
Quantidade de estroma residual;
Diâmetro da ablação com o excimer laser;
Profundidade de ablação.

Estes valores determinam os conceitos mais importantes do LASIK em relação a segurança e estabilidade do procedimento e da qualidade e quantidade da correção com o laser.

A profundidade de ablação por dioptria dos equipamentos utilizados (VISX STAR, SUMMIT OMNIMED, CHIRON TECHNOLAS 116 E CHIRON TECHNOLAS 217), variam de 10 a 24 micra por dioptria dependendo do tamanho e número de zonas de ablação.

Experiências anteriores com cirurgia lamelar sugerem que pelo menos 250 micra de tecido estromal posterior central deve ser preservado para manter a integridade corneana a longo prazo e evitar ectasia iatrogênia no pós-operatório. Se no LASIK criamos um flap de 160 micra, numa córnea de 550 micra, nós teremos 140 micra de estroma corneano para ser ablado. Dependendo do equipamento de excimer laser e do nomograma usado, o máximo de correção que podemos obter no LASIK em uma córnea média varia de 9.8 a 15 dioptrias.

CONCLUSÃO:
A espessura corneana pré-operatória e profundidade de ablação do excimer laser devem ser analisados antes do LASIK para assegurar uma quantidade adequada de estroma posterior e o mesmo raciocínio deve ser considerado nos casos de retoque cirúrgico. Em geral, os autores não recomendam retoques em córnea com menos de 400 micra de espessura.


LENTES DE CÂMARA ANTERIOR EM OLHOS FÁCICOS PARA MIOPIAS DE -700 A -1900 DIOPTRIAS
GEORGE BAIKOFF, JOSEPH COLIN E COLEGAS
(JOURNAL OF REFRACTIVE SURGERY, VOLUME 14, N.º 2, PÁGINA 282)

O estudo tem por objetivo observar a segurança e eficácia das lentes de câmara anterior em olho fácico (lentes de Baikoff ZB5M) de segunda geração em pacientes com alta miopia.

134 olhos com miopia entre -700 e -1900 dioptrias foram submetidos ao implante das lentes ZB5M e seguidos por um período de 18 a 52 meses; o número de olhos e o tempo de seguimento foram os seguintes: 6 meses (104 olhos), 1 ano (91 olhos), 18 meses (78 olhos), 2 anos (68 olhos) e 3 anos (35 olhos).

O equivalente esférico pós-operatório foi em média, de -100 dioptrias. Com 2 anos, aproximadamente 40% dos olhos tinha refração esférica equivalente + 0.50 dioptrias, 65% dentro de + 100 dioptrias.

O número de células endoteliais no centro e periferia da córnea reduziu em média 3.3% com 6 meses, diminuindo de 1 a 2% no período de seguimento. Análise de regressão mostrou que a maior perda de células endoteliais ocorreu durante a cirurgia. Complicações adicionais incluíram halos / glare em 37 de 133 olhos (27.8%) e retração da íris com ovalização da pupila em 30 de 133 olhos (22.6%). A lente intraocular foi trocada em 4 de 133 olhos (3.0%) e removida em 3 de 133 olhos (2.3%) devido a presença de halos (1 olho) e câmara anterior rasa com inflamação ( 2 olhos).

CONCLUSÃO:
Implantes de lentes de Baikoff ZB5M em olhos fácicos reduziu de maneira significativa a alta miopia e produziu resultados refrativos estáveis durante 3 anos, acompanhado de uma marcante melhora da acuidade visual a distância, com uma mínima e não progressiva perda de células endoteliais. Complicações freqüentes incluíram ovalização de pupila e a presença de halos / glare. Fórmulas mais eficazes precisam ser desenvolvidas na cálculo do poder da lente.

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