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"Como
Eu Trato"
LACTENTE
APARENTEMENTE CEGO
DRA.
SILVIA VEITZMAN
A baixa visão implica no
comprometimento de diversas funções do sistema visual. Apesar
deste conceito estar amplamente difundido entre os especialistas,
a medida da acuidade visual continua sendo o parâmetro mais
importante para classificar o grau de resposta remanescente em
moderada (AV <20/60) severa (AV <20/200) ou profunda (AV
<20/400).
Estes valores são também utilizados como parâmetros para a
indicação de magnificação de estímulos através de recursos
ópticos e não ópticos.
Crianças, com idade inferior à 18 meses, e portadoras de
"baixa visão", não são adequadamente avaliadas pelo
oftalmologista clínico. O caso que poderia ser conduzido como um
resíduo de visão, acaba com o diagnóstico de
"cegueira". Além da dificuldade em se empregar
técnicas adequadas e de fácil aplicação, o clínico
desconhece a importância do acompanhamento freqüente, para que
as respostas visuais do bebê sejam monitoradas, pelo menos, a
cada três meses, durante o primeiro ano de vida. O
desenvolvimento da visão "anormal" assume perfis muito
diferentes, dependendo da doença ocular que causou a perda
visual. Este "atraso de desenvolvimento visual" pode
vir ou não associado a outras deficiências. Em se tratando de
um problema apenas de visão, certas condutas são necessárias,
como modificações do meio ambiente, magnificação e
orientação familiar que possibilitem o uso deste canal para a
comunicação com o mundo. Outro aspecto importante é o
diagnóstico correto da causa de perda visual com base no
prognóstico (se uma doenças genética ou adquirida) nem sempre
aparente no exame oftalmológico de rotina. Nestes casos, devemos
recorrer a uma investigação especial eletrofisiológica ou de
diagnóstico por imagem para avaliação de lesões no sistema
nervoso central (SNC).
Os exames eletrofisiológicos, dentro dos parâmetros
preconizados internacionalmente podem ser realizados em bebês
desde o primeiro mês de vida, tanto com finalidades
diagnósticas (eletroretinograma) como para monitorar,
objetivamente a função visual (potencial enviado visual).
Associando elementos avaliativos à conduta da magnificação,
quando houver necessidade, estes bebês poderão estar empregando
sua visão residual de modo eficiente e integrado às suas
atividades. É nosso papel orientá-los, pois muito pode ser
feito pelo clínico e pela família até que outros
profissionais, em regime multidisciplinar, se associem ao
trabalho de reabilitação (em geral para crianças com
deficiências múltiplas).
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