Menu principal | Índice do manual | Índice de comissões | Índice de Sociedades | Índex
"Como
Eu Trato"
Profa. Dra.
Keila Monteiro de Carvalho
Escolar Deficiente Visual
O conceito atual em relação à conduta frente ao paciente com deficiência visual é que paralelamente ao tratamento médico, seja clínico ou cirúrgico, se realizem as condutas óptica, reabilitacional e educacional.
O objetivo do atendimento do escolar deficiente visual é abordá-lo de modo global com avaliação de suas necessidades ópticas e educacionais e indicação das condutas a serem adotadas em cada caso.
Temos várias etapas no atendimento de um escolar deficiente visual, a saber:
PRESCRIÇÃO DE LENTES CONVENCIONAIS
As lentes convencionais devem ser prescritas aos pacientes de baixa visão mesmo que não se consiga o nível desejado da acuidade visual pois é importante colocar a imagem retiniana em foco o que resulta em conforto visual.
Conforme a patologia devem ser associados os filtros solares ou filtros de UV para diminuir ofuscamento e aumentar o contraste possibilitando melhora da acuidade visual.
PRESCRIÇÃO DE RECURSOS DE MAGNIFICAÇÃO
A magnificação para longe é conseguida através do uso de sistemas telescópicos mono ou binoculares. Podem ser portáteis e manuais com foco regulável ou de foco fixo e montados em armações de óculos. As magnificações mais frequentes são 2,5 X, 4 X e 6 X. Geralmente os telescópios são prescritos a partir da segunda série, após a alfabetização do escolar. Enquanto a visão da lousa for possível apenas com a simples aproximação do quadro negro prorroga-se a prescrição do auxílio pois seu uso é complexo e requer treinamento influindo também o nível mental e emocional do escolar.
A magnificação para perto é conseguida pelas lentes positivas que podem ser:
As lupas de foco fixo também são usadas para leitura e visualização de desenhos e mapas. As de mão são mais prescritas para tarefas curtas e as crianças usam muito para as aulas de ciências, por exemplo, quando desejam ver pequenos insetos e folhas ou vegetais.
RECURSOS DE ALTA TECNOLOGIA
Os sistemas de vídeo magnificação da imagem ainda têm uso restrito em nosso meio. Pode-se prescrevê-los nos casos que necessitem maior magnificação e maior acesso a informação por longos períodos de tempo.
O controle ambiental com variação adequada da iluminação ambiental e focal para leitura, uso do contraste e das cores para melhorar a visualização dos objetos e materiais também deve ser indicado.
Os sistemas eletrônicos de leitura consistem de um scaner, um software OCR, um sintetizador de voz e um teclado. Alguns modelos requerem conexão a computador. Podem ser usados em conjunto com impressoras de braille.
Muitas vezes um monitor maior pode ser suficiente para a magnificação desejada, senão pode-se usar programas de ampliação. Os sistemas de voz devem ser usados quando a magnificação necessária limita o número de caracteres na tela a seis ou menos.
Outro recurso mais simples porém muito utilizado é a ampliação do texto em máquinas copiadoras com bom contraste.
INFORME DO OFTALMOLOGISTA AO PROFESSOR
Finalizando a consulta é realizado um relatório ao professor do escolar pois crianças com baixa visão possuem necessidades especiais relacionadas ao uso de sua visão residual que se tornam imperativas ao frequentar a classe comum.
Os ítens desse relatório são:
Ressalta-se a importância do pedagogo especializado em deficientes visuais, em conjunto com o oftalmologista, nas várias etapas desse processo, mormente avaliação funcional da visão, treinamento visual e do uso dos auxílios ópticos prescritos, nas avaliações que objetivam a inserção da criança na escola comum e no aconselhamento dos pais e comunidade.
![]()
![]()
Menu principal | Índice do manual | Índice de comissões | Índice de Sociedades | Índex