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A hora e a vez das cooperativas médicas de especialidades A Agência Nacional de Saúde Suplementar(1) (ANS) autorizou as operadoras de planos de saúde a reajustarem as mensalidades de seus associados em até 9,39%, desde que concordem em aumentar o valor das consultas médicas em 20%. Caso a empresa não faça o repasse, o reajuste máximo permitido será de 7,69%. Certamente duas medidas ocorrerão: Os médicos sempre levaram desvantagem
nesta briga por três motivos: Para solucionar estes constantes enfrentamentos, onde o médico fica sempre em desvantagem, tendo de lutar sozinho contra uma estrutura bem montada e muito superior às suas forças, a melhor solução seria a criação de Cooperativas Regionais de Oftalmologia. No Estado do Rio esta sendo feita uma experiência que recebeu o nome de Cooperativa Estadual de Serviços Administrativos em Oftalmologia - COOESO. Uma cooperativa tem o poder de representar o médico cooperado, tendo o direito de estabelecer negociações coletivas. Tem a prerrogativa também de estipular preço mínimo desde que baseado numa planilha de custo elaborada com metodologia científica. Ganha com isso novos contornos a antiga luta. É evidente que com negociações coletivas existe um grande poder de negociação, sobressaindo daí melhores condições de trabalho e de remuneração. Os contratos firmados terão isonomia jurídica, estipulando direitos e deveres para ambas as partes. Vamos evoluir também para as guias padronizadas (guia única para todos os convênios). Aos pacientes será dada liberdade de escolha, fugindo do tradicional sistema de credenciamento que cria uma reserva de mercado artificial para o credenciado tornando-o escravo do sistema. O sistema de credenciamento cria uma situação onde o fornecedor de clientes é o mesmo que paga o serviço prestado ao seu próprio cliente. O médico fica refém da operadora de planos de saúde, já que é ela quem estipula o preço e que concorda em pagar, levando em conta o que recebe do seu cliente e a sua estimativa de lucro. O mercado não é aberto, não existe livre concorrência, o preço é manipulado pelas empresas operadoras e o médico, individualmente, não tem poder de negociação. O sistema descaracteriza a afirmativa econômica, que diz: - Quem regula o preço é o mercado. Na verdade, o mercado só regula o preço quando a concorrência é livre. No caso do credenciamento, as empresas contratantes distorcem a concorrência impondo um odioso aviltamento dos honorários médicos. A livre escolha regulamenta o mercado, além de ser um sistema acima de tudo ético. É boa para o paciente que ira escolher seu médico por sua qualidade e não porque ele esta escravizado num contrato leonino que avilta seus honorários há mais de 6 anos. Que a continuar assim ficará cada vez mais aviltado. Cooperativa neles ! (1) Maiores detalhes sobre
os reajuste dos planos de saúde na página da ANS:
www.ans.gov.br |