Defesa

Presidida por Suel Abujamra e coordenada pelo vice-presidente do CBO, Elisabeto Ribeiro Gonçalves e pelo 1º secretário da entidade, Samuel Cukierman, a Sessão de Defesa Profissional do 15º Congresso Brasileiro de Prevenção da Cegueira e Reabilitação Visual foi realizada em 02 de setembro, em horário especial sem qualquer atividade paralela.

A sessão foi iniciada por Elisabeto Ribeiro Gonçalves, que abordou as tentativas dos profissionais paramédicos de legalizarem a optometria como atividade independente do médico exercida por leigos ligados ao comércio ótico e as ações do CBO para impedir que esta ação se concretize. O vice-presidente do CBO terminou sua intervenção fazendo uma homenagem ao professor Hilton Rocha, liderança histórica da Oftalmologia Brasileira.

Samuel Cukerman, Elisabeto Ribeiro Gonçalves e Suel Abujamra dirigindo os trabalhos da Sessão de Defesa Profissional

Em seguida, Samuel Cukierman falou sobre as relações entre oftalmologistas e óticos e ressaltou que
é necessário que as entidades representativas da especialidade trabalhem pelo cumprimento integral
da legislação vigente, que separa de forma categórica a atividade de prescrever lentes de grau, exclusiva dos médicos, do aviamento das receitas, fabricação das lentes e sua comercialização, que compete aos óticos.

Nelson Louzada, coordenador do CBO-Convênios fez uma análise das atuais relações entre os
médicos, principalmente os oftalmologistas, e as empresas intermediadoras da assistência médica,
que ele considerou unilaterais e prejudiciais ao médico e à assistência médica. Concluiu pela necessidade
da adoção do credenciamento universal e da livre escolha do paciente e relatou experiências
que estão contribuindo para a consolidação desta sistemática (central de convênios e cooperativas
de especialidade).

Os resultados da atualização do Censo de Oftalmologistas foram apresentados pelo tesoureiro e coordenador da Comissão de Mercado de Trabalho do CBO, Henrique Kikuta. De acordo com ele, houve um aumento das cidades atendidas por oftalmologistas e o recrudescimento da tendência de acúmulo de especialistas nos grandes centros urbanos. Kikuta também estimou que no ritmo de crescimento do número de especialistas, dentro de 15 anos aproximadamente o número de oftalmologistas terá dobrado no Brasil.

Flávio Winkler, advogado do Departamento Jurídico do CBO expôs as falácias utilizadas por
determinados segmentos do comércio ótico para burlarem a legislação vigente e realizarem o exame de
refração, como primeiro passo para a legalização da profissão de optometrista. Relatou que o CBO
está vigilante e que o Departamento Jurídico da entidade vem realizando uma série de ações para que
este malefício à saúde ocular da população não ocorra.

Outro integrante do Departamento Jurídico do CBO que participou da Sessão de Defesa Profissional do 15º Congresso Brasileiro de Prevenção da Cegueira e Reabilitação Visual foi Antônio Couto, que alertou os médicos para as várias contradições e insuficiências existentes nas versões existentes no mercado brasileiro do chamado Seguro contra Erro Médico e aconselhou que, antes de assinar qualquer apólice, o médico deve consultar um advogado para esclarecer todas as dúvidas.

O coordenador da Comissão de Ensino do CBO, Paulo Augusto de Arruda Mello, participou da sessão de Defesa Profissional com uma palestra sobre residência médica, afirmando que apesar dos grandes problemas atualmente existentes no exercício da medicina e da oftalmologia, a educação voltada para a inserção do jovem médico no mercado de trabalho, levando em consideração a ética e Cidadania, pode ser uma arma fundamental para um futuro melhor da especialidade.

A sessão terminou com a exposição de Luis Fernando Micuci, Conselheiro do CRM-SP que fez uma exposição sobre as atividades do Conselho e de seus resultados no fortalecimento da ética médica.


Nelson Louzada, coordenador do CBO-Convênios

Flávio Winkler, do Departamento Jurídico do CBO

O coordenador da Comissão de Ensino do CBO, Paulo Augusto de Arruda Mello

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