Campanha de Baixa Visão
Patrocinador: Ministério da Educação/SEE
Período: a partir de 2001
Público-alvo: escolares portadores de baixa visão, identificados no projeto “Olho no Olho”.
Atendidos: aproximadamente 5 mil escolares, identificados na Campanha Olho no Olho de 2000 e 2001, bem como a demanda reprimida existente em cada localidade.
Abrangência geográfica: nacional
Ação: avaliação da função visual, prescrição de auxílios ópticos e não ópticos e orientação à criança e à família.
Os portadores de Baixa Visão são identificados pela acuidade visual igual ou menor que 0,3, no melhor olho com a melhor correção possível, de causa congênita ou adquirida, que não se consegue corrigir com recursos ópticos comuns. O maior problema dos portadores de Baixa Visão é que são, erroneamente, rotulados como deficientes mentais ou cegos, pela falta de recursos humanos e materiais para a realização de diagnóstico capacitado. Na perspectiva mundial, a proporcionalidade é de 3 a 5 indivíduos portadores de Baixa Visão para 1 cego. No Brasil, devido à falta de diagnósticos e de programas de atendimentos especializados, a estimativa é invertida, ou seja, existem 3 cegos para 1 portador de Baixa Visão. Até o momento, não foi possível realizar o atendimento oftalmológico dos pacientes, por falta de recursos financeiros, uma vez que, inicialmente, foi necessário formar o grupo de profissionais capacitados ao referido atendimento. A identificação dos portadores de Baixa Visão ocorre através da aplicação do teste de acuidade visual nas escolas. Também há casos identificados precocemente por meio de exames em hospitais, clínicas e consultórios.


