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Experiências em Campanha de Prevenção da Cegueira como influência na escolha da especialidade para acadêmicos de medicina | “Sou aluna do 6º ano de Medicina da Universidade de Santo Amaro (UNISA) e embora goste muito da Oftalmologia, sempre tive dúvidas em seguir esta especialização, pois mesmo tendo participado da Liga de Oftalmologia da UNISA acreditava que, como oftalmologista, estaria afastada do contato direto com a população, que considero primordial para o exercício da Medicina. Em 21 de agosto fui convidada pela Coordenadora da Liga de Oftalmologia da UNISA, Sílvia Prado Smit Kitadai, para participar de uma campanha de prevenção da cegueira num longínquo bairro de São Paulo, chamado Engenheiro Marsilac, juntamente com outros acadêmicos e residentes. Engenheiro Marsilac é considerado como um dos mais pobres do município. Não possui posto de saúde e o Hospital mais próximo dista aproximadamente 40 Km. O bairro não foi beneficiado pela Campanha “Olho no Olho” devido à sua distância e dificuldades de acesso. |  Acadêmica Isabel de Paula Fregnani preparada para a triagem visual. | | O mutirão da saúde de 21 de agosto contou com a participação de oftalmologistas, pediatras, otorrinolaringologistas, dentistas e nutricionistas, que estabeleceram seu quartel general na Escola Estadual Regina Miranda no centro do bairro. A equipe de oftalmologia, composta pelos alunos do sexto ano Ana Paula, David e Fábio e por mim, Isabel, mais os residentes de Oftalmologia Camila, Thaís, Márcio, Marcos e Alan, supervisionados por Sílvia Kitadai, realizou a triagem de crianças da 1ª série à adolescentes do 3º colegial, atendendo um total de 260 alunos. Verificamos que era a primeira vez que a maioria daquelas pessoas passava por uma avaliação oftalmológica. |
 | Além de realizar os atendimentos necessários, procuramos conhecer a comunidade, descobrindo algumas peculiaridades, como por exemplo a utilização do vegetal chamado Taioba na culinária local. Chegamos, inclusive, a degustá-lo pois fazia parte da merenda escolar daquele dia. Depois da triagem, bastante cansados, fomos fazer um lanche para confraternização do grupo em uma casa de chá, de propriedade de uma senhora inglesa que mora no bairro há vários anos |
| Engenheiro Marsilac encontra-se noextremo sul da Capital Paulista, nas encostas da Serra do Mar e, por incrível que possa parecer, tem grande parte de sua área formada por mata atlântica nativa. Neste local, chegamos à conclusão que esta experiência numa localidade pobre e afastada amadureceu a idéia da opção pela oftalmologia, pois serviu para desmitificar a idéia de que o oftalmologista tem que necessariamente se afastar da população e depender unicamente de aparelhos. Com uma simples tabela de Snellen, conseguimos triar e diagnosticar muitas afecções oculares, encaminhando para o ambulatório da faculdade somente os pacientes que realmente necessitavam de exames mais complexos. |  Dra. Silvia P.S. Kitadai dispensando as crianças já triadas |
 | Confraternização na casa de chá. Da esquerda para a direita: Dra. Rosely Miller Bossolan (Profa. Assistente de Pediatria), Dra. Silvia P.S. Kitadai (Chefe dos residentres de Oftalmologia), Dra. Maria Rosa M. S. Carvalho (Profa. Dra. Chefe da Disciplina de Otorrinolaringologia), Acadêmica Isabel de Paula Fregnani, Residente Camila H. Salaroli e Acadêmica Ana Paula Matos Ferreira. |
| Hoje, estou segura quanto a escolha da Oftalmologia como especialidade e me sinto motivada para estudar bastante e competir por uma vaga no curso de especialização no próximo ano”. Isabel de Paula Fregnani |
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