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Oftalmologistas
e óticos paranaenses assinam carta
de intenção em benefício da saúde ocular
A Associação Paranaense
de Oftalmologia (APO) e a Associação dos Profissionais Ópticos do Estado
do Paraná (APOEP) assinaram uma carta de intenção na qual as duas
entidades se propõem a trabalhar no sentido de respeitar a legislação
vigente e a criar condições para que sejam respeitados os limites entre as
profissões de médico oftalmologista e de ótico. A íntegra do documento é a
seguinte:
Carta de Intenção
A Associação Paranaense
de Oftalmologia (APO) e a Associação dos Profissionais Ópticos do Estado
do Paraná (APOEP) reconhecem que seus sócios militam em áreas
complementares mas perfeitamente distintas em suas ações.
Essas diferenças e
afinidades de propósitos são reconhecidas pela Legislação Federal vigente.
Os princípios que norteiam as atividades dos oftalmologistas são muito
claramente definidos no Decreto nº 24.492 de 1934, na resolução do Supremo
Tribunal Federal nº 11639-0 de 1992, por resoluções dos Conselhos Federal
e Regionais de Medicina e por deliberações da Associação Médica
Brasileira.
O Decreto nº 24.492 de
1934, a resolução do Supremo Tribunal Federal nº 11639-0 de 1992, as
resoluções dos Conselhos Federal e Regionais de Medicina e as deliberações
também definem com clareza a profissão e atividade dos ópticos e
respectivas ópticas.
Respeitados esses valores
definidos por lei, a APO e APOEP reconhecem o possível convívio harmônico
das duas profissões.
A APO e APOEP reconhecem
que o respeito entre ambas e a manutenção de duas atividades dentro dos
limites definidos por lei certamente contribuem para o progresso de ambas,
a paz e harmonia no desempenho de suas funções.
Concluem em reunião
conjunta que desejam que as posições aqui expostas devam continuar a reger
nossas atividades e que se posicionam contra qualquer ato que possa levar
a confronto e desarmonia que conduza ao prejuízo de todos.
Reconhecem a importância
de suas atividades e que tudo farão no sentido da evolução de suas
profissões percorrendo os caminhos da ética e respeito mútuo.
Assinaram o
documentoTânia Schaefer (Presidente da Associação Paranaense de
Oftalmologia), Arlindo Gonçalves (Presidente da Associação dos
Profissionais Ópticos do Estado do Paraná) e as testemunhas Mário Ferrari
(Sindicato dos Médicos do Estado do Paraná), Saly Moreira (Sociedade
Brasileira de Lentes de Contato, Córnea e Refratometria - SOBLEC) e Paulo
Fadel (Sociedade Brasileira de Administração em Oftalmologia - SBAO).
APO esclarece
autoridades
A Associação Paranaense
de Oftalmologia (APO) está desenvolvendo um ambicioso projeto de
esclarecimento de autoridades e da população do Estado sobre as ameaças à
saúde ocular da população representadas pela realização de atos exclusivos
do oftalmologista por profissionais sem formação médica ligados ao
comércio ótico. O projeto, denominado “A Oftalmologia e a preocupação com
a saúde ocular da população” foi fruto da decisão da reunião da diretoria
da APO de 8 de fevereiro e tem o objetivo de esclarecer os aspectos
médicos e jurídicos relacionados com a refratometria e adaptação de lentes
de contato.
O ato inicial do programa
foi realizado na cidade de Maringá, que em 8 de maio recebeu a diretoria
da APO, juntamente com o assessor jurídico do CBO, Flávio Winkler, e o
presidente da Comissão de Lentes de Contato da APO, Walbert de Paula e
Souza. Em 09 e 10 de maio foi a vez da cidade de Cascavel receber a
comissão da APO. Os eventos reuniram oftalmologistas da região,
autoridades dos poderes executivo, legislativo e judiciário,
representantes de órgãos de defesa do consumidor, das delegacias de
Vigilância Sanitária e lideranças políticas.
Em 9 maio houve uma
reunião no plenário da Câmara Municipal de Cascavel aberta aos
representantes da Oftalmologia Paranaense e Brasileira, patrocinada pelo
vereador e médico Jadir de Mattos. Na ocasião, a diretoria da APO pode
esclarecer os vereadores da cidade sobre os malefícios da lei municipal
aprovada em agosto de 2002 que possibilita a realização de atos médicos
ligados à saúde ocular por leigos.
“Nossa Associação está
atenta e vigilante, e através de ações justas, objetivas e agregadoras,
como a assinatura da carta de intenções em conjunto com a Associação dos
Profissionais Ópticos do Estado do Paraná e com o Sindicato do Comércio
Varejista de Materiais Ópticos, Fotográficos e Cinematográficos do Estado
do Paraná, pretende alcançar o objetivo de manter nosso Estado livre da
ameaça da mercantilização e banalização do ato médico”, declarou Tania
Schaefer, presidente da APO.
Mobilização de
oftalmologistas catarinenses
impede realização de campanha ilegal
A rápida e oportuna ação
dos oftalmologistas catarinenses Walbert de Paula Souza, integrante da
Comissão de Ética e Defesa Profissional II - Defesa Profissional do CBO,
Márcia Inushi e João Hissa impediu que os frequentadores do curso de
optometria mantido pela Universidade do Contestado (UnC) realizassem uma
pretensa “campanha de prevenção de catarata” na cidade de Canoinhas, em
Santa Catarina.
A iniciativa estava
marcada para 17 de maio, como parte integrante de uma série de atividades
ligadas à arrecadação de agasalhos e alimentos para pessoas carentes da
região. Seguindo um roteiro de ação já conhecido, os protagonistas do
exercício ilegal da medicina aproveitaram-se da desinformação dos
promotores do evento e se propuseram a realizar atos aparentemente
meritórios sem, naturalmente, explicar que eram ilegais, que colocavam em
risco a saúde ocular da população e que enganavam a boa fé daqueles que se
submetessem aos exames feitos por profissionais sem formação médica. Entre
as entidades que patrocinariam a ilegalidade estaria, inclusive, a UNIMED
local.
A comunicação entre João
Hissa e Walbert de Paula Souza resultaram na articulação de uma série de
contatos que envolveram oftalmologistas, entre os quais Ernani Luiz Garcia
e autoridades do Ministério Público do Estado. Em 16 de maio, Márcia
Inushi manteve uma audiência com o Promotor José Corte, acompanhada do
Delegado local do CRM-SC, Oscar Defonso. Simultaneamente, a UNIMED foi
informada sobre a ilegalidade que estava prestes a acobertar e
imediatamente enviou uma comunicação ao oftalmologista Walbert de Paula
Souza informando que em 14 de maio já avia oficiado à Universidade do
Contestado a sua não participação no evento.
Por fim, um ofício do
Ministério Público enviado no mesmo dia para a reitoria da universidade
informando sobre a ilegalidade da ação pretendida levou ao cancelamento da
campanha de prevenção de catarata.
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PORTAL
MÉDICO
abre Espaço para a publicação de Artigos Médicos
O Portal Médico
(www.portalmedico.org.br) está publicando artigos de médicos de todo
o País, sobre qualquer tema ligado à medicina. Os primeiros artigos
já estão à disposição para leitura e consulta no campo
“publicações”. Os interessados em enviar artigos para publicação no
Portal Médico devem encaminhá-los pelo e-mail: marcia@cfm.org.br,
aos cuidados de Márcia Wirth. Todo o material recebido será
submetido a avaliação do Conselho Editorial do jornal “Medicina”. Os
artigos devem ser encaminhados juntamente com um curriculum resumido
do autor, de no máximo 5 linhas, que informe a especialidade,
ocupação atual e o CRM do médico. Juntamente com o artigo, o autor
deve encaminhar uma foto para publicação.
Maiores informações
podem ser obtidas pelo telefone (61) 445-4940 com Márci Wirth ou
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