15º Congresso de Prevenção da Cegueira
e Reabilitação Visual


Saly Moreira, presidente do Congresso,
 na solenidade de abertura

Zilda Arns

O 15º Congresso Brasileiro de Prevenção da Cegueira e Reabilitação Visual foi realizado em Curitiba, de 31 de agosto a 03 de setembro de 2002. Contou com a participação de aproximadamente 3.200 congressistas e somou quase 400 horas de atividades didáticas que envolveram 32 simpósios (14 dos quais organizados pelas sociedades de subespecialidades filiadas ao CBO), 90 cursos, 30 sessões de apresentação de temas livres, além de sessões especiais de Defesa de Classe, Mobilização Profissional e Premiações. A exposição comercial contou com a participação de 92 empresas do segmento e ocuparam 2.500 m2 do Expotrade, centro de convenções localizado em Pinhais, na Grande Curitiba.

Durante o evento foi realizado o Exame de Habilitação ao Título de Especialista em Oftalmologia, que contou com a participação de 529 candidatos. A Comissão de Ensino do CBO também realizou duas reuniões ordinárias, uma das quais com os coordenadores dos cursos de especialização credenciados, para debater e encaminhar propostas para o aprimoramento do ensino da especialidade.

Além da premiação aos melhores temas livres, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia e o 15º Congresso Brasileiro de Prevenção da Cegueira e Reabilitação Visual também prestaram homenagem especial a personalidades que contribuíram para a prevenção da cegueira e para a reabilitação do deficiente visual na sociedade. Também foi feita uma homenagem especial à Zilda Arns, coordenadora nacional da Pastoral da Criança e Madrinha da Campanha Nacional de Reabilitação Olho no Olho.


Aspecto da mesa diretora da solenidade de abertura do congresso


Classificação Brasileira de Ocupações

O Ministério do trabalho e Emprego está elaborando a atualização de sua Classificação Brasileira de Ocupações, cadastro de todas as profissões existentes no Brasil, com suas respectivas atividades, exigências de formação, condições para exercício e recursos utilizados no trabalho.

A Classificação em vigor foi publicada em 1994. Nela está consignado o título “ortoptista”, do qual aparecem como sinônimos “optometrista”, “ortóptico” e “tecnólogo em ortóptica”, que teria a função de examinar “pacientes portadores de perturbações de mobilidade ocular extrínseca, diangosticando e orientando os diferentes tipos de tratamentos médicos prescritos para promover a recuperação desses pacientes”.

Na consignação “ótico”, a classificação de 1994 estabelece que é aquele que “faz a montagem dos óculos, colocando as lentes e ajustando-as na armação, observando as indicações prescritas de grau e outras, para possibilitar a perfeita adaptação dos mesmos ao cliente. No item “contatólogo”, está assinalado que “adapta lentes de contato, ajustando-as ao globo ocular, seguindo as peculiaridades médicas apresentadas, para melhorar a capacidade do órgão visual”.

O CBO realizou uma série de gestões junto ao Ministério do Trabalho para aprimoramento da Classificação Brasileira de Ocupações. A diretoria da entidade chegou a ser recebida pelo então Ministro Francisco Dornelles, quando foi informada que uma nova classificação estava sendo elaborada.

O vice-presidente do CBO, Elisabeto Ribeiro Gonçalves, participou de reunião com um grupo de trabalho encarregado de recolher subsídios para esta nova classificação.

Em outubro de 2002, o Ministério do trabalho e Emprego editou a nova Classificação Brasileira de Ocupações, nas quais as ambigüidades e distorções referentes às atividades dos óticos foram ampliadas. Imediatamente, o departamento Jurídico do CBO foi acionado e enviou uma representação ao Ministério, recebendo como resposta a informação de que a Classificação divulgada ainda está em fase de aprimoramento e discussão. Os contatos entre o CBO e o Ministério continuam e, em virtude das gestões realizadas pela entidade, na Classificação Brasileira de Ocupações de 2002 publicada na home page do Ministério, profissão de óticos e optometristas (classificados na família 3223 pelo Ministério) aparece o aviso “FAMÍLIA OCUPACIONAL EM PROCESSO DE REVISÃO”.

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