XXXII CONGRESSO BRASILEIRO DE OFTALMOLOGIA


Suel Abujamra em seu pronunciamento na solenidade de abertura
“Havia preparado um discurso um pouco entusiasmado, empolgado por esta terra maravilhosa e não percebi que ele se tornou extenso. Por isto, quero destacar alguns pontos do discurso que havia preparado e dizer que temos o privilégio de sermos recebidos nesta terra abençoada, onde o Brasil começou, onde o Brasil se inspirou, nesta Bahia de todos os santos e de todos os sortilégios, terra mística, exótica, colorida e encantada. Esta Bahia tão rica que faz parte da história de cada brasileiro, esta Bahia de tanta cultura, musicalidade, arte, liberdade e cidadania, exemplo e modelo da tolerância e de elogio à diversidade.

Salvador foi a primeira capital brasileira, sede da primeira faculdade de medicina, teatro da consolidação da nossa independência, terra inspiradora de tantos brasileiros. É esta Bahia que nos recebe de uma forma fraterna e comovente e que nos deixa profundamente agradecidos, mais ainda quando lembramos que, de tantos grandes brasileiros como Castro Alves, Rui Barbosa, Jorge Amado, a Bahia também nos deu o primeiro presidente do nosso Conselho Brasileiro de Oftalmologia, professor Cesário de Andrade, cearense de nascimento, mas que aqui exerceu a profissão e o magistério.
Quero agradecer profundamente e dizer que as palavras para elogiar o professor e nosso amigo Epaminondas Castelo Branco são poucas, são raras, porque ele foi de uma dedicação, de uma competência e de uma simpatia tão singulares ao organizar este congresso, que sou uma pessoa profundamente grata ao receber elogios tão carinhosos vindos de sua pessoa. Na verdade, quem os merece é ele próprio. Eu queria aqui prestar minhas homenagens e manifestar meu bem querer, minha simpatia e admiração pela sua pessoa. Obrigado e parabéns.
Quero cumprimentar também a toda comissão organizadora do congresso, na pessoa do doutor Roberto Lorens Marback. Também não poderia deixar de manifestar toda minha satisfação em associar-me nesta homenagem tão justa a este colega tão amigo que é Daudete Gonçalves Pastor.
Estamos repetindo hoje um ritual que acontece há 68 anos. Nosso primeiro Congresso de Oftalmologia realizou-se em 1935, na cidade de São Paulo. Desde então, os congressos de oftalmologia têm se repetido e guardam um significado especial que combina seu significado social com o significado histórico. O congresso de Oftalmologia tem um significado social porque nele nos reunimos para expandir nossos conhecimentos, que reverterão em benefício da sociedade brasileira. É uma prática de idealismo e responsabilidade que nos credencia, mais uma vez, como guardiões da saúde ocular da população. Mas também tem um significado histórico porque com ele estamos mantendo uma tradição iniciada em São Paulo. Estamos repetindo os bons ensinamentos de nossos mestres do passado e transmitindo valores imprescindíveis aos novos colegas, numa seqüência ininterrupta de transmissão de conhecimentos e ética.
Há um ano estávamos no sul do Brasil, na encantadora cidade de Curitiba, participando de outro grande congresso, organizado pela querida Saly Moreira, que foi o 15º Congresso Brasileiro de Prevenção da Cegueira e Reabilitação Visual, evento que é marco exclusivo da Oftalmologia Brasileira, já que somos o único país que realiza um congresso voltado primordialmente para a prevenção da perda da visão.
Aproveitamos a oportunidade para lembrar e agradecer uma das grandes lideranças de nossa especialidade, que é o Professor Newton Kara José, que é o coordenador da Comissão de Prevenção de Cegueira e grande inspirador de todos nós. Quero agradecer profundamente a companhia, a ajuda e a colaboração de toda diretoria que foi formada pelo Elisabeto Ribeiro Gonçalves, Mário Luiz Ribeiro Monteiro, Samuel Cukierman, Henrique Kikuta e Adamo Lui Netto. Neste período em que dirigimos nossa entidade maior, que é o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, tivemos que enfrentar muitas dificuldades, mas pudemos superá-las através do equilíbrio, competência e diálogo.
Teria agradecer a todas as comissões, mas isto o farei amanhã, durante a reunião do Conselho Deliberativo. Queria manifestar ao representante do nosso governador do Estado da Bahia a nossa satisfação de tê-lo aqui e nos sentimos muito honrados de sermos prestigiados pela presença de tantas autoridades aqui, representando o Ministério da Saúde e as secretarias de saúde.
Não podia deixar de cumprimentar os representantes da Associação Médica Brasileira, doutor Marcos Ávila, o doutor Marco Antônio Becker, do Conselho Federal de Medicina, enfim todos os membros que compõem a mesa, na pessoa do doutor Epaminondas Castelo Branco Neto. Tenho muitos agradecimentos a fazer, muitas avaliações, as dificuldades que nos encontramos realmente, mas que pudemos superar com muitas dificuldades.
Estou profundamente reconhecido às autoridades presentes na mesa por esta atitude de prestigiar nosso congresso. Agradeço a todos vocês a presença e estou muito feliz em ter sido presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia por dois anos. Depois de 45 anos de formado, acho que foi um prêmio que talvez não merecesse, mas procurei corresponder com o melhor de nossas forças, dentro de nossas limitações com uma diretoria tão companheira, tão competente como foi esta. Acho que nós saímos com a consciência tranqüila, de cabeça ergüida, que nós cumprimos o nosso papel.
Desejo a vocês um congresso muito feliz, muita alegria, muita música e vamos ver o que a Bahia tem. Muito obrigado.”

Fórum de Residentes


aspecto do fórum
O 3º Fórum de Residentes e Jovens Oftalmologistas, realizado dentro do XXXII Congresso Brasileiro de Oftalmologia, reuniu centenas de oftalmologistas e médicos que estão se inciando na especialidade durante praticamente todo o dia 12 de setembro numa das mais dinâmicas maratonas de aulas e debates do evento.
A iniciativa foi coordenada por Newton Kara José Júnior e Arlindo José Freire Portes e sua comissão organizadora foi integrada por Leandro Cabral Zacharias, Pedro Carlos Carricondo, Ricardo Holzchuh, Andréa Cotait Kara José, Bruno Machado Fontes e Oswaldo Ferreira Moura Brasil.

Glaucoma, cirurgia refrativa, cirurgia vitreo-retiniana, catarata, transplante de córnea, entre outros, foram temas de cursos acompanhados com grande interesse, enquanto que as dificuldades do início da carreira e do ingresso no mercado de trabalho nas condições atuais foram debatidas pelos partipantes do Fórum. A programação foi completada com a discussão de dezenas de casos clínicos de refração, catarata, glaucoma e retina.
“Nossa intenção ao promover o Fórum de Residentes e Jovens Oftalmologistas é enriquecer a programação dos congressos brasileiros com uma atividade voltada especificamente para aqueles que estão se iniciando na especialidade e que, por isto, tem características, nível de conhecimentos e experiências bastante próprias, nem sempre são atendidas numa programação convencional. A grande freqüência deste terceiro fórum e o constante interesse de todos os participantes demonstram que estamos acertando e que devemos continuar organizando fóruns semelhantes nos principais eventos da Oftalmologia Brasileira”, afirmou Newton Kara José Júnior.

Conferência CBO


Marcos Avila proferindo a Conferência CBO.
Retina no Século XXI foi o tema da Conferência Conselho Brasileiro de Oftalmologia do XXXII Congresso Brasileiro de Salvador, proferida pelo Chefe do Departamento de Oftalmologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás, Marcos Pereira de Ávila.

Retina no Século XXI foi o tema da Conferência Conselho Brasileiro de Oftalmologia do XXXII Congresso Brasileiro de Salvador, proferida pelo Chefe do Departamento de Oftalmologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás, Marcos Pereira de Ávila.

A conferência completa de Marcos Ávila sobre Retina no Século XXI está sendo publicada na revista Arquivos Brasileiros de Oftalmologia.

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