A Comissão de Ensino do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) tem como finalidade deliberar sobre questões pertinentes ao ensino encaminhadas a seu exame. É constituída por nove integrantes, de preferência membros vitalícios do Conselho Deliberativo, pertencentes ao corpo docente de cursos de especialização credenciado pelo CBO.
Elabora e atualiza as normas para o credenciamento, biblioteca e programa mínimo adotados nos cursos de especialização.
Realiza vistorias de inspeção no referidos cursos e apresenta à diretoria pareceres sobre punições, descredenciamentos. É responsável pela aprovação do aumento do número de vagas nos cursos credenciados e a pela aprovação de novos cursos, que devem ser homologados pelo conselho deliberativo.
Pontua os eventos encaminhados para revalidação do título de especialista encaminhados pela comissão nacional de acreditação.
Coordena as atividades de Educação continuada e incentiva a pesquisa oftalmológica, divulgando bolsas de estudo e prêmios concedidos pelo CBO ou por parceiros. È responsável pelo prêmio “Melhor Livros de Oftalmologia” publicado por autor brasileiro a cada biênio a ser entregue no Congresso Brasileiro de Oftalmologia.
É responsável pela elaboração a aplicação da prova nacional de oftalmologia anual e em conjunto com a Associação Médica Brasileira outorga o Título de Especialista.
Na década de 50 e 60, o CBO passou a submeter os oftalmologistas que pretendiam obter o título de especialista, à prova de suficiência. A prova era realizada individualmente ou em pequenos grupos e tinha caráter voluntário.
Em 1986 a Prova Nacional de Oftalmologia perdeu seu caráter voluntário, passando a ser condição “sine qua non” para a obtenção do Título de Especialista em Oftalmologia emitido pelo CBO/AMB.
A Prova Nacional de Oftalmologia é hoje o último elo do processo de formação de especialistas e compreende uma complexa cadeia de decisões e ações que envolvem centenas de pessoas e várias instituições, exigindo planejamento de no mínimo um ano. Os aprovados no processo recebem o cobiçado Título de Especialista em Oftalmologia.
Nos últimos anos, a Prova Nacional de Oftalmologia tem passado por uma série de alterações que não têm o propósito de tornar a prova mais difícil ou dificultar o acesso ao título de especialista, mas medir melhor o conhecimento daqueles que se propõem a exercer uma especialidade médica cujo grau de complexidade vem crescendo em termos exponenciais.
A Prova sempre foi elaborada com questões enviadas pelos coordenadores dos cursos de especialização credenciados pelo CBO. Nos últimos anos, a Comissão de Ensino da entidade determinou que as questões enviadas passassem pelo crivo de uma comissão de profissionais especializados contratados para este fim. Além disso, o número de questões foi aumentando a cada edição da prova para abranger todos os campos da especialidade e em 2008 houve significativo aumento do número de questões relacionadas com o conhecimento básico de medicina e de oftalmologia (anatomia, fisiologia, citologia, farmacologia etc.).
No processo de elaboração da Prova há ainda a análise prévia das questões executada por uma comissão de professores de várias regiões do país. Verifica-se o conteúdo quanto à importância no exercício da oftalmologia e o seu grau de dificuldade.
Para o futuro, as discussões voltam-se para a medição das habilidades médicas, clínicas e cirúrgicas, um quadro que apresenta desafios consideravelmente maiores do que os já complicados problemas envolvidos na medição dos conhecimentos.
O desenvolvimento da qualidade das Provas é uma preocupação constante das Comissões de Ensino e das Diretorias do CBO e hoje seu modelo é seguido por vários países da América Latina.
Coordenador da Comissão de Ensino do Conselho Brasileiro de Oftalmologia
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